sábado, 14 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O vídeo de Leandro



Taí um exemplo de bom uso das tecnologias digitais: colocar os governantes e as suas farsas midiáticas contra a parede.
Abaixo, a coluna de Elio Gaspari (11/08/10) sobre o vídeo de Leandro com os neocaciques Lula e Sérgio Cabral Filho:

"ERA UMA VEZ um índio chamado Juruna. Ele escandalizou o país no fim dos anos 70 com um simples gravador. O xavante ia aos gabinetes de Brasília, apresentava seus pleitos, ouvia o blá-blá-blá dos burocratas e gravava. Quando Juruna tocou suas fitas, o Brasil percebeu que não era só ele quem estava sendo feito de bobo e tratado como um estorvo. Juruna transformou-se numa celebridade e, em 1982, tornou-se o primeiro índio a sentar na Câmara dos Deputados. Deu-se à bebida e morreu no anonimato em 2002.

Para felicidade geral, existem hoje internet e YouTube. O garoto Leandro dos Santos de Paula, que vive no conjunto Nelson Mandela, em Manguinhos, perto de uma área conhecida como 'Faixa de Gaza', gravou em vídeo uma breve conversa com Lula e Sérgio Cabral durante uma visita dos dois ao bairro e tornou-se um Juruna 2.0.

Leandro queixou-se ao Nosso Guia de que na área esportiva da obra que os maganos visitavam não podia jogar tênis. Tomou a primeira, de Lula: 'Isso é esporte da burguesia, porra'. (Se Leandro tivesse o chassis de Serena Williams, ele não arriscava uma cortada dessas.) Na condição de pai dos pobres, aconselhou: 'Por que você não faz natação?'

'Porque a gente não pode entrar na piscina.' Por quê? 'Porque não abre para a população.'

Nosso Guia virou-se para o governador Sérgio Cabral e ensinou: 'No dia em que a imprensa vier aqui e pegar um final de semana com essa porra fechada, o prejuízo político será infinitamente maior do que colocar dois guardas aqui'.

Maravilha. A patuleia paga a piscina, não pode entrar, e Lula se preocupa com a possibilidade de a imprensa flagrar a cena. Sem imprensa, tudo bem. Ademais, o que ele teme é o 'prejuízo político'. O da Viúva é desprezível.

Leandro reclamou do barulho que o 'Caveirão' (o blindado com que a PM demonstra sua força) faz à noite na sua rua. Entrou em cena o governador Sérgio Cabral, chamando Leandro de 'otário' e 'sacana'. A intervenção de Cabral foi claramente intimidatória, mas o jovem não baixou a bola. Afinal, como no caso de Juruna, sua ação foi premeditada. Ele é freguês das comemorações triunfalistas do governador. À diferença do índio, ele faz o registro em vídeo.

Cabral sustenta que Leandro está sendo usado por interesses eleitorais. Engano. Foram ele e Nosso Guia que usaram a autoridade que a choldra lhes confere para desfilar vulgaridades, o resto é registro. Como diria o bandido Elias Maluco, 'não esculacha'. Em seu benefício, foi arrogante, mas não chamou Leandro para a briga, como fez Ciro Gomes em Tianguá, nem estapeou um eleitor em Campo Grande, como fez o governador André Puccinelli. (Nos dois casos, os doutores haviam sido chamados de 'ladrão'.)

Bem-aventurados os leandros desta vida, bem-aventurado o YouTube e glória eterna ao Juruna. O xavante, depois de eleito deputado, fez um discurso chamando todos os ministros do governo João Figueiredo de 'ladrões'. O general invocou os sentimentos do ministro do Exército e quis que o ministério o processasse: 'Eu quero todos! Quem não fizer, eu demito!' Onze fizeram, e chegou-se a temer uma crise com o Congresso. Deu em nada. O Brasil tinha começado a melhorar".

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

edu lobo

Boa entrevista com Edu Lobo.

feira moderna

Hey Jude

O que dizer de Hey Jude?

sábado, 7 de agosto de 2010

Eu sou o homem de neanderthal



No programa O Som do Vinil, Ney Matogrosso fala a respeito de seu primeiro disco solo, "Água Céu Pássaro". Lembro de ouvi-lo na casa de meu primo Cristiano. Achava o disco muito bom e louco. Deu vontade de escutá-lo novamente. Bons tempos aqueles, da Belina e do bairro Jardim Botânico e dos discos de vinil interessantes que o Cristiano botava pra gente ouvir. As tardes de sábado ou domingo fluíam soltas e ligeiras.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

uma noite em 67



Outro trailer de filme que desejo ver: "Uma noite em 67". Após abrir o último festival É Tudo Verdade, está competindo na Mostra de Cinema de Paulínia. Muito engraçado ouvir o Chico Buarque dizer que depois de ver Caetano e Gil com suas roupas coloridíssimas, ficou "com aquela cara de smoking".

quinta-feira, 15 de julho de 2010

conversas sobre Vinícius (2)

Depois de sonhar com o Vinícius, vale a pena ver a segunda parte da conversa entre José Castello e Sérgio Cabral sobre o nosso poetinha:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1298117-7823-VINICIUS+DE+MORAES+E+RELEMBRADO+EM+CONVERSA+ENTRE+SERGIO+CABRAL+E+JOSE+CASTELLO,00.html

segunda-feira, 12 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

amor, amor

Uma das canções do musical-rock, Bete Balanço. O clima de desbunde da época da abertura, nos inícios dos anos 80, foi muito bem captado neste filme escrito e dirigido por Lael Rodrigues. Debora Bloch bem novinha e super à vontade. Cazuza, Lauro Corona e outros ícones do período surgem aqui e ali ao longo da narrativa leve, despretensiosa e cheia de estilo. Se o cinema brasileiro fosse mais cuidadoso consigo mesmo, já seria um cult há muito tempo.

Ezequiel Neves e Agenor

Uns fazem anivesários e outros partem... Ironia do destino que Ezequiel tenha partido exatamente vinte anos depois de Agenor... Fica o depoimento desta figura essencial para a história do rock brasileiro.

Ringo, 70

Quem diria que hoje, 7 do 7 de 2010, o primeiro Beatle ingressaria na faixa dos setenta anos? Parabéns, Richard Starkey!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mais Ivan

Outro Ensaio, com Ivan. Este, mais recente...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Be my babe



Sucesso das Ronettes em 1963, ano em que os Beatles, Brian Wilson e Phil Spector começavam a reoxigenar o rock'n roll da gurizada. Essa canção também serve de fundo musical para os belos créditos de abertura do filme "Caminhos Violentos" (Mean Streets) de Martin Scorsese, do ano watergate de 1973. Durante o seu "final de semana perdido", também nos idos de 73/74, John Lennon fez uma interpretação bem ao seu estilo de Be my babe...

fazer cinema

Cinema se faz pensando
                      sonhando
                      assistindo
                   ao caminhar
                       acordado
                  conversando.

Cinema tá em todo lugar:
mesmo com
a televisão fora do ar
o projecionista no banheiro
o filme não distribuído
a luz apagada
e o sol que se escondeu.

Cinema na literatura
Cinema de bar
Cinema entre amigos

O olhar enquanto câmera
sem limites de tempo, ideias
e orçamento.

Cinema de todos os modos
ativos e contemplativos
possíveis.